"O poeta é um fingidor/Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente."
(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ressaca.


Hoje eu acordei de ressaca.
Não, eu não bebi demais ontem. Eu não fui pra balada.
É ressaca da vida sabe?
Talvez eu tenha bebido demais dela. Mais do que meu organismo suportava.
Ou talvez, ela seja barata mesmo. Como aquele vinho que comprei na adolescência uma vez, numa tentativa demente de ser descolada e que me custou uma dor de cabeça horrorosa no outro dia...
Nem sempre é fácil levantar a cabeça e começar outra vez. E acreditar outra vez.
Mas pessoas são pessoas, não é verdade? A fé faz a gente tentar de novo. Criar esperanças. Plantar sonhos na esperança de colher felicidade.
Nem sempre dá certo.
E quando não dá... ah! Ressaca! Maldita ressaca!
Hoje eu acordei de ressaca...
Nunca mais eu bebo.

...

Até a próxima vez.

terça-feira, 20 de março de 2012

Despedida.


Oi.

Eu vim aqui pra dizer como está difícil. Teus olhos já não me dizem as mesmas coisas.
Tua boca já não pensa, apenas vomita. Tuas mãos já não cabem mais nas minhas.
Ta faltando alguma coisa.
Ta faltando tudo.

Era pra ser mágico não? Era pra ser especial. Era pra fazer a vida valer à pena.
Tornou-se apenas mais um caso. Desses repletos de mais daquilo tudo que agente já viveu um dia.

Fico procurando no teu olhar um indício, mesmo que mínimo, daquele homem que esteve “perdidamente apaixonado por mim” um dia... Já não há.
Ou será que nunca esteve?
Será que tudo aquilo que agente viveu foi produto da minha total carência? Do meu desejo de viver um grande amor?

É a única conclusão a que posso chegar. Foram apenas projeções. Fantasmas... Transferências...

Na sua vida eu não encontro espaço. Nosso ponto de interseção é mínimo.
É pouco pra mim. É muito menos do que eu esperava e ainda menos do que eu mereço.

Percebo que você deliberadamente impõe barreiras, coloca limites... Meu espaço. Seu espaço.
Nessa hora, tudo fica nítido: Nunca houve um lugar para mim. E nunca haverá.
Eu preencho lacunas. Horas vazias. Eu estou presente no ócio.

Então sejamos francos, existe alguma razão para continuarmos perdendo tempo?

“O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.” (Fernando Pessoa)

Adeus.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Não é amor.


Não é amor.
Não há sinos tocando. Não há juras. Não há provas. Não há clichês.
Não é amor.
É conversa e companhia. Cumplicidade. Entendimento no olhar.
Não é amor.
Não há base. Não há explicação. Não é certo nem justo.
Não é amor.
É magia. É sonho. Dormir e acordar em paz.
Não é amor.
Não há certezas. Não há pertencimento. Há vontade. Há entrega.
Não, não é amor.
É infinitamente melhor.
Quando sou de alguém, sou de você.
Sou eu!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Examina-te.

Examina-te!
Dissesses tu.
Olha-te a ti mesma e diz-me com sinceridade o que desejas.
Examina-me!
Digo eu.
Assenta teu rosto junto ao meu e diz-me com sinceridade se achas que minhas palavras não vieram das reentrâncias da minha alma.
Examinemo-nos.
A vida nos apresentou uma chance real de sermos felizes.
Examinemo-nos e entreguemo-nos.

sábado, 17 de dezembro de 2011

A parte que me cabe II


Soube de você ontem.
Difícil descrever em palavras a dor que aperta meu peito.
Impossível impedir que a menor lembrança de tudo o que eu vi não me traga lágrimas aos olhos.
O mundo parece estar encolhendo. Tento em vão procurar um lugar onde me sentir em paz, mas já não tenho chão.

Pois esta é a parte que me cabe: nada.

Talvez, do alto da sua sabedoria, você saiba o que foi feito...
Você provavelmente está realizado em me ver assim.

Deixe o restante ao meu encargo. 
Junto os pedaços. Recolho os sonhos. Guardo os sorrisos. Afogo a esperança.

Ah como eu gostaria de não depender do seu amor!
Como eu gostaria de não chamar de perfeição todos os momentos que passo ao seu lado.
De não sentir minha alma em brasas quando o toque das suas mãos percorrem o meu corpo.

Dor emocional que se converte em física. Meu corpo padece. Minha alma chora.

Então saiba: sua missão finalmente foi cumprida.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Do you miss me?


Quando os primeiros raios de sol beijam seu rosto.
Quando a água do mar toca seus pés.
Quando ouve a música perfeita.
Quando a lua e as estrelas parecem se posicionar estrategicamente.
Do you miss me?
De madrugada, quando o calor percorre o seu corpo.
E você se lembra o que é amar com prazer.
Quando sorri envolto em seus pensamentos.
Quando tem raiva de se sentir assim.
Do you miss me?
Quando não há mensagens secretas.
Quando os poemas perdem o significado.
Quando as canções não fazem tanto sentido.
Quando recorda que já foi feliz.
Do you miss me?
Well, I miss you.
It hurts.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Devolva-me.


Ah amor...
Devolva-me o que a mágoa roubou.
Quero voltar a crer.
Estar nos braços de alguém.
Ter uma música só minha.


Ah amor...
Devolva-me o que o tempo apagou.
Quero andar de mãos dadas.
Reconhecer minha história num romance.


Devolva-me!